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Contaminação por uma bactéria restringiu, nesta segunda-feira (23), o atendimento no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas, a 95 km de São Paulo. Por precaução, o hospital não está recebendo novos pacientes. A direção também suspendeu todos os procedimentos clínicos e cirúrgicos eletivos. Por enquanto, apenas as cirurgias inadiáveis estão mantidas.
O hospital permanecerá interditado, segundo prevê sua superintendência, por até quatro semanas. Casos de urgência serão encaminhados à Unidade
de Emergência Referenciada (pronto-socorro).
Segundo nota divulgada pelo HC, 12 pacientes do setor gástrico, que passaram por cirurgia, apresentaram a bactéria Enterococcus faecium. Eles estão isolados. O grupo está medicado e segundo o hospital, passa bem.
Nota do HC
A superintendência do HC da Unicamp divulgou a seguinte nota: considerando a inexistência de casos anteriores neste hospital e o risco de ocorrência de infecções relacionadas ao Enterococcus faecium, a superintendência, orientada por sua comissão de controle de infecção hospitalar, tomou as seguintes providências:
1- A não-realização de novas internações – restrição que não inclui procedimentos ambulatoriais e de urgência – até que a bactéria não seja mais detectada no hospital.
2 - Restrição do fluxo de pacientes na Unidade de Emergência Referenciada.
3 - Colocação dos pacientes portadores do Enterococcus faecium sob medidas específicas de prevenção de transmissão da bactéria.
4 - Criação de um comitê de controle interno integrado pela diretoria da Faculdade de Ciências Médicas, coordenadoria de assistência, comissão de controle de infecção hospitalar, diretoria de enfermagem, chefia médica da Unidade de Emergência Referenciada, centro cirúrgico e unidades de internação e chefia de enfermagem do centro cirúrgico.
5 - Notificação às autoridades sanitárias.
Bactéria resistente
De acordo com o hospital, a bactéria faz parte da flora natural do sistema digestivo do ser humano. Porém, a encontrada nos pacientes é uma variante que se mostrou resistente ao antibiótico Vancomicina, o mais indicado no caso desse tipo de bactéria. Nenhum paciente contaminado apresentou quadro de infecção, segundo a entidade.
De acordo com o hospital, os pacientes que já estão internados permanecerão no prédio. Eles foram medicados com antibióticos.
Segundo o superintendente interino do HC, Manoel Barros Bértolo, a contaminação pode ter ocorrido através de pacientes que vieram de outro hospital ou por falta de procedimentos higiênicos, o que será investigado.
380 leitos
O atendimento está restrito até que todos os 380 leitos sejam desinfetados. 60 deles já estão sendo higienizados e o restante, 320, estão ocupados. Os pacientes desses leitos já começaram a passar por exames.
Outros hospitais foram preparados para receber pacientes da cidade. O hospital da Unicamp realiza cerca de 25 cirurgias e 51 internações diárias.
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